When as a child, I laughed and wept,
Time crept.
When as a youth, I dreamt and talked,
Time walked.
When I became a full-grown man,
Time ran.
When older still I daily grew,
Time flew.
Soon I shall find on travelling on-
Time gone.
O Christ, wilt Thou have saved me then?
Amen.
Henry Twells (1823-1900)
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Do not stand at my grave and weep
Do not stand at my grave and weep;
I am not there. I do not sleep.
I am a thousand winds that blow.
I am the diamond glints on snow.
I am the sunlight on ripened grain.
I am the gentle autumn rain.
When you awaken in the morning's hush
I am the swift uplifting rush
Of quiet birds in circled flight.
I am the soft stars that shine at night.
Do not stand at my grave and cry;
I am not there. I did not die.
J.T. Wiggins
I am not there. I do not sleep.
I am a thousand winds that blow.
I am the diamond glints on snow.
I am the sunlight on ripened grain.
I am the gentle autumn rain.
When you awaken in the morning's hush
I am the swift uplifting rush
Of quiet birds in circled flight.
I am the soft stars that shine at night.
Do not stand at my grave and cry;
I am not there. I did not die.
J.T. Wiggins
domingo, 30 de agosto de 2009
Ontem, hoje, amanhã...
Cresci ouvindo, do meu pai, que não se bate numa mulher nem mesmo com uma flor. Pois é, prováveis leitores, meu pai era um cavalheiro. Já contei aqui, neste mesmo espaço, alguns anos atrás, como ele se procurava em estar sempre com dois lenços, para poder oferecer, se necessário, a uma senhora. E em portar um isqueiro, mesmo não fumando, para acender o cigarro de uma eventual fumante. Delicadezas de um filho de portugueses, gentil e urbano, cordial e viril. Hoje, diante desses hábitos amáveis de homens como meu pai, dirão alguns: ‘Isso foi ontem. Outros tempos! Gentilezas do século XX! Cortesias do passado!’. Alguns, mais debochados, falarão desse comportamento como se fossem anedotas. Sim, porque hoje um homem não dá lugar, num ônibus nem mesmo a uma mulher grávida de nove meses, para ficarmos num exemplo trivial. Eu me lembro de que meu pai, mesmo aos 80 anos, oferecia seu lugar a uma jovem de 20 anos, apenas pelo fato de ser ela uma mulher, já que a mulher, para ele, devia ser tratada com reverência e carinho. Sim, eu sei que isso é uma forma de machismo. De quem, por ser homem, se vê como uma pessoa forte, enxergando a mulher como um bibelô. Mas nos dias de ontem não soava como machismo, nem se sabia o que era isso. Soava como gentileza e educação. As mulheres ainda não reivindicavam igualdade com os homens, exigindo rachar com eles a conta no restaurante. Não. As mulheres queriam e apreciavam o tratamento diferenciado, que as distinguia como pessoas delicadas, necessitadas de proteção e afeto. Hoje chegam a rir se um homem se levanta quando se aproxima, se puxa uma cadeira para que se sentem. Um homem assim, deve pensar, não tem pegada.
– Mãe – disse eu, um dia, na hora do almoço –, sabe quem eu encontrei ontem no cinema? Aquela mulher, a Dalva, que foi nossa vizinha.
Antes que minha mãe respondesse qualquer coisa, meu pai me corrigiu em voz baixa:
– Você quer dizer, meu filho, que encontrou aquela senhora, a dona Dalva.
Entenderam? Para ele, não se podia nomear a dona Dalva, amiga da família, esposa devotada, mãe abnegada e dona de casa prestimosa de “aquela mulher”. Soava ofensivo tal tratamento, segundo meu velho e cordial pai. Homem de ontem, sim, não compreendido nem aceito nos dias de hoje. Eu me pergunto: como será amanhã? Como serão homens e mulheres em 100 anos, para ficarmos na dimensão de um século?
Há quem diga que voltaremos no tempo, redescobrindo a delicadeza. E que esse retorno se dará por vontade de homens e mulheres, saudosos dos dias de ontem. Dizem também que haverá um retorno ao vocabulário romântico, com os homens declamando versos no ouvido das mulheres, que soarão como música. Há quem garanta que os palavrões serão banidos da linguagem coloquial, restituindo-se a cortesia cotidiana e coerente. Será? Bem, nos dias de amanhã nada será impossível. Pena que não estaremos presentes. Para rir ou para chorar.
Muito se escreveu e se escreve sobre a mulher. Se procurarmos na Internet, encontraremos centenas de frases exaltando essa que carrega em si a essência da vida. Mas talvez nada se compare, em beleza e poesia, aos versos extraídos do Talmude, livro que guarda a sabedoria oral dos antigos rabinos, que diz: “Nunca faça uma mulher chorar, pois Deus conta todas as suas lágrimas. A mulher saiu de uma costela do homem, e não dos seus pés, para ser pisada. Nem da sua cabeça, para ser superior, mas do seu lado, para ser igual a ele. E de baixo do seu braço, para ser protegida. E do lado do coração, para ser amada”.
Manoel Carlos
– Mãe – disse eu, um dia, na hora do almoço –, sabe quem eu encontrei ontem no cinema? Aquela mulher, a Dalva, que foi nossa vizinha.
Antes que minha mãe respondesse qualquer coisa, meu pai me corrigiu em voz baixa:
– Você quer dizer, meu filho, que encontrou aquela senhora, a dona Dalva.
Entenderam? Para ele, não se podia nomear a dona Dalva, amiga da família, esposa devotada, mãe abnegada e dona de casa prestimosa de “aquela mulher”. Soava ofensivo tal tratamento, segundo meu velho e cordial pai. Homem de ontem, sim, não compreendido nem aceito nos dias de hoje. Eu me pergunto: como será amanhã? Como serão homens e mulheres em 100 anos, para ficarmos na dimensão de um século?
Há quem diga que voltaremos no tempo, redescobrindo a delicadeza. E que esse retorno se dará por vontade de homens e mulheres, saudosos dos dias de ontem. Dizem também que haverá um retorno ao vocabulário romântico, com os homens declamando versos no ouvido das mulheres, que soarão como música. Há quem garanta que os palavrões serão banidos da linguagem coloquial, restituindo-se a cortesia cotidiana e coerente. Será? Bem, nos dias de amanhã nada será impossível. Pena que não estaremos presentes. Para rir ou para chorar.
Muito se escreveu e se escreve sobre a mulher. Se procurarmos na Internet, encontraremos centenas de frases exaltando essa que carrega em si a essência da vida. Mas talvez nada se compare, em beleza e poesia, aos versos extraídos do Talmude, livro que guarda a sabedoria oral dos antigos rabinos, que diz: “Nunca faça uma mulher chorar, pois Deus conta todas as suas lágrimas. A mulher saiu de uma costela do homem, e não dos seus pés, para ser pisada. Nem da sua cabeça, para ser superior, mas do seu lado, para ser igual a ele. E de baixo do seu braço, para ser protegida. E do lado do coração, para ser amada”.
Manoel Carlos
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
A princípio
De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos,sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.
Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário,queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par e não como pares? Ter um parceiro constante, não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo a expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o
que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.
M.M.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos,sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.
Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário,queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par e não como pares? Ter um parceiro constante, não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo a expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o
que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.
M.M.
Colorido.
Você pode fazer tudo o que quiser, mas se for fugir, não se esqueça de me levar.
Pode ser todas as coisas que sempre quis. Pode pegar as estrelas ou pular em um chafariz.
Porque agora você pode tudo. Sua fantasia é você quem cria, isso não é mais real.
Eu queria continuar imaginando e ser feliz, continuar sonhando sem dormir e continuar fantasiando sem colorir.
Eu queria continuar colorindo seu sorriso, o pôr-do-sol e os nossos caminhos deixando para trás um longo arco-íris. Porém as cores não param por aí, elas saem pintando mágoas que não deveriam sair do preto e branco do papel. Essas cores vão dando vida à saudade, as lágrimas. Elas vão borrando o caminho do arco-íris e aí tudo o que passou foi perdido. Sem volta.
Agora tu sabes onde me procurar. Em qualquer lugar preto e branco por aí ou em alguma página virada que foi esquecida de pintar.
Provavelmente com um papel e um lápis na mão desenhando alguma coisa, esperando alguém para colorir o branco que ficou.
http://homaiblog.wordpress.com/
Pode ser todas as coisas que sempre quis. Pode pegar as estrelas ou pular em um chafariz.
Porque agora você pode tudo. Sua fantasia é você quem cria, isso não é mais real.
Eu queria continuar imaginando e ser feliz, continuar sonhando sem dormir e continuar fantasiando sem colorir.
Eu queria continuar colorindo seu sorriso, o pôr-do-sol e os nossos caminhos deixando para trás um longo arco-íris. Porém as cores não param por aí, elas saem pintando mágoas que não deveriam sair do preto e branco do papel. Essas cores vão dando vida à saudade, as lágrimas. Elas vão borrando o caminho do arco-íris e aí tudo o que passou foi perdido. Sem volta.
Agora tu sabes onde me procurar. Em qualquer lugar preto e branco por aí ou em alguma página virada que foi esquecida de pintar.
Provavelmente com um papel e um lápis na mão desenhando alguma coisa, esperando alguém para colorir o branco que ficou.
http://homaiblog.wordpress.com/
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Os Abraços Partidos, Pedro Almodóvar, estréia prevista para 20/11

Pedro Almodóvar e Penélope Cruz se unem novamente para este longa que traz uma comédia dentro de um drama. O recurso de filme dentro do filme já utilizado como um fator surpresa em A Má Educação parece não ter agradado a crítica em Cannes, de cuja seleção o longa fazia parte. Mas vale lembrar que é Penélope Cruz e que é Almodóvar com uma temática parecida ao ótimo Volver: superar traumas só é possível revivendo-os. (parênteses para comentário inútil: os filmes do Almodóvar tem os melhores pôsteres).
Fonte: http://blogdosalomao.blogspot.com/2009/07/filmes-para-ver-ainda-em-2009.html
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