Já virou costume repousar meu corpo
Pensando no teu.
Mania, fome, sede de você.
Eu não quero mais saber o que faz:
Quem fere, quem cuida, quem magoa, quem ama.
Quero somente que não me deixe mais uma vez
Deitar nessa cama que te grita a todo o tempo.
Mesmo que eu queira, nada quer te deixar ir embora.
Teu corpo foi, mas deixou tudo que é teu aqui.
Esse leito que tantas vezes foi nosso,
Faz dos destroços um novo castelo.
E eu quero de novo provar
A dor de te ver penetrar em meu corpo,
Ossos, poros...
Em minha alma!
Tudo ao redor declama teu nome.
Te espero com fome do teu íntimo,
Como sede da tua saliva,
Com desejo da tua essência.
Volta,
Antes que eu me apaixone pela tua imortal lembrança.
Carol Barbosa
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